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ANÁLISE DAS MARCAS DE MORDIDAS NO CASO DO "MANÍACO DO PARQUE"

*RAMOS, Débora; GOMES, Eduardo de Menezes; FRUGOLI, Ugo
Núcleo de Odontologia Legal do Instituto Médico Legal e Instituto de Criminalística de São Paulo
Colaboradores: Lopes, E. Fº; Unterpertinger, J.R.L.; Del Carlo, J. ) Peritos Criminais da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa).

Estudos têm mostrado que as marcas de mordidas são poderosos elementos de irrefutável valor judicial, podendo apontar a culpabilidade ou não do suspeito. Neste trabalho objetivamos analisar as impressões cutâneas verificadas no cadáver, através da observação da imagem fotográfica do local de crime, de uma das vítimas do caso "Maníaco do Parque", episódio ocorrido na cidade de São Paulo no ano de 1998, protagonizado pelo "serial killer" que atuava de modo sistemático no ataque a suas vítimas. Peritos do NOL/IML (Núcleo de Odontologia Legal do IML) e do IC (Instituto de Criminalística), verificaram a possibilidade de tais impressões serem marcas de mordidas humanas e após a apresentação do suposto agressor, realizaram a confrontação dos seus arcos dentários com a lesão inicialmente observada. Os exames fundamentados no protocolo da ABFO (American Board of Forensic Odontology) e auxiliados por um programa de computador, concluíram tratar de uma lesão compatível com a ação de arcos dentários humanos, distinguindo quais os dentes do arco superior e do inferior. A indicação efetiva do autor não foi possível devido ao não cumprimento, no início dos fatos, dos requisitos preconizados pela ABFO, sugerindo os peritos a identidade do agressor, por não se constatar qualquer elemento de exclusão.

Forma de apresentação: Tema Livre
Endereço (Débora Ramos) – Rua Oscar Freire, nº 1518, apto. 68, CEP 05409-010, Cerqueira César, São Paulo/SP; telefone 0 (XX)11 852-3308

 


 

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