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CONCEPÇÃO E VIVÊNCIA DE MORTE E LUTO PELOS MÉDICOS LEGISTAS *Alves, Marcos Gustavo Pantarotto Vidigal; Braga, Marcus Davis Machado; Carneiro, Sarah Vieira. O presente trabalho apresenta uma proposta de investigação do processo de luto e da concepção de morte vivenciado pelos médicos necropsistas e as implicações que este processo acarreta na prática médica. Foi utilizado a Escala Multidimensional para Medir o Medo da Morte, desenvolvido por Kovács (1985), baseada do trabalho de Hoetler (Multidimensional Fear of Death Scale) existente desde de 1979. Adicionalmente, a revisão bibliográfica nos permitiu a aplicação de um segundo questionário, compostos de questões subjetivas, relacionadas a experiências pessoais de morte e perda. Efetuou-se, então, uma análise quantitativa e qualitativa. A amostra possui um total de trinta médicos, dentre eles: dez patologistas, dez legistas e dez médicos de formação generalista. Buscou-se uma comparação entre patologistas, voltados mais diretamente para a morte, legistas, que parcialmente a estudam e generalistas, que, tradicionalmente, a combatem. As defesas psicológicas que podem ser encontradas em situações semelhantes são imensamente variadas, dentre elas, constituem-se principalmente a negação e o embotamento emocional; o dificulta bastante o enfrentamento de questões emergentes a respeito da morte e a elaboração saudável dos lutos. A maneira aparentemente descontraída e distante de lidar com os corpos humanos nas autópsias é uma forte evidência dessas defesas. Reações de nervosismo, raiva e intensa ansiedade podem ser encontradas nesses profissionais, muitas vezes dirigidas à família do falecido, a colegas de profissão e até mesmo à própria família. Apresentação do Tipo: Tema Livre |
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